sexta-feira, 1 de maio de 2009

Um ano depois, o que é o amor?

Desço os degraus da vida que me conduzem às catacumbas do meu ser, um espelho pálido e sangrento, repleto de momentos secos, pobres e feridos. Outrora houve degraus que subi, quis e conquistei, houve momentos mais do que sentimentos que amei… houve épocas mais do que épicas que jamais esquecerei.
À noite, quando o mar terá razão, irão os deuses da quimera me perguntar:
“Porque te sentes assim?”
“Porque viverei para sempre um amor sem fim…”
“Já alguém amaste?”
“Sim.”
“Mas o que é o amor?”
“O amor transforma os teus sentimentos numa tábua rasa que é preenchida novamente; é o alcançar de estrelas perante um eclipse; é ficar cego e conseguir ver. No fundo, o amor é um momento em que uma parte de nós deixa de ser nossa, deixa de nos pertencer, deixa de actuar como queremos. O amor é um momento que nos tornamos vulneráveis à maré de outrem…Enfim, o amor não é mais do que um sentimento interligado entre dois corações, em busca da eternidade…”

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Fechado em mim


A fronteira dos céus,
Balança o equilíbrio da imortalidade
E os opostos extremos da ciência.

A paixão obscura pelos elementos,
Caracteriza a sensação de ser
E a ilusão do ver.

A fantástica oportunidade do esforço
Faz cavalgar a dedicação do sentimento
E uma glória para o coração

E no fim os paradoxos juntam-se
Fazendo ciúme à antiga história
Onde não vivia a paixão, nem glória e razão.

terça-feira, 14 de abril de 2009

The light is save to me...


Fighting to keep fighting
Trying to survive
Inside I feel I'm dying
One memory at a time.

Afraid, alone, despairing
Feeling so out of control
Inside my heart not caring
My heart no longer whole

But now my heart is troubled.
I struggle to survive.
The intensity has doubled.
They want to take my life.

Not just my life, my story...
A help for those in need.
But God will get the glory
His victory I will seek

I feel it's coming soon...
I'm weary in this fight.
Victory I will pursue...
Against them I will fight.

I must resist the need
To take my life forever
The Holy Spirit heed
Can we get through together?

All I need is trust in God
To heal me from within
My faith in God just seems so small...
Can God take away this pain?

What if I do let go
And give it all to Him?
Will true peace I know?
Will He take it all on Him?

But these hurts, they seem too big
For even God to take away.
Every moment that I live
Within my heart they stay

I hear that He forgives me
I struggle every day
I accept the gift He gave me
as God takes my hurts away.


Anonymous

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Momento Zen



("Please keep fighting
Keep fighting
Together we can build something beautiful
Please keep fighting
Together we'll build love... ")

domingo, 5 de abril de 2009

Today is the day[II]


Não posso adiar o amor para outro século
Não posso
Ainda que o grito sufoque na garganta
Ainda que o ódio estale e crepite e arda
Sob montanhas cinzentas
E montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
Que é uma arma de dois gumes
Amor e ódio

Não posso adiar
Ainda que a noite pese séculos sobre as costas
E a aurora indecisa demore
Não posso adiar para outro século a minha vida
Nem o meu amor
Nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração

A. Ramos Rosa, A Mão de Água e a Mão de Fogo

quinta-feira, 26 de março de 2009

A simbologia do 9


Resgata-me para o clima intenso do teu corpo. Faz-me viver emoções perdidas, mas nunca vividas. Obriga-me a atravessar a ponte da dificuldade quando me recuso. Faz tudo, tudo o que quiseres, mas apenas não me obrigues a deixar de amar o que tenho pleno orgulho…

"Convida-me para tua casa, mesmo dizendo que é só um pouco. Convida-me mesmo sabendo que minuto após minuto, o mundo ficará louco."

Se quiseres transforma-me num simples objecto de colecção que pões na tua sala e passas as noites a olhar. Se preferires decompõe-me em partículas de ar para que possas respirar-me durante toda a noite. Faz tudo, simplesmente tudo, mas apenas deixa-me viver uma vida de sonho junto a ti, seja de que maneira for.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Divagar Sem Pensamento...


A brisa do vento que me toca,
É como um toque suave de pétalas.
A luz do sol que me ilumina,
É como a última salvação no cimo da montanha.

Ando um pouco,
Procuro o nada que me satisfaz.
Percorro cada metro sem consciência.
Escondo os olhos. Sinto-me cego.
Deixo-me absorver pela intensidade da luz.
Há momentos que me sinto especial.

terça-feira, 24 de março de 2009

Pontes que deixam de existir.


A autêntica paisagem que ao fundo faz transpirar gotículas da magia que há em nós sabe a um intenso abraço. Os raios ténues de sol que ainda brilham são representações mitológicas dos momentos tranquilizantes que vivemos nos braços um do outro. As sombras que daqui a pouco se intensificarão representam os momentos tristes, com perdão. O som que preenche os nossos ouvidos, vindo da cascata do outro lado da ponte, representa a esperança entre o querer ser e o sonhar ter.

Sabes, houve tempos em que tu e eu vivemos separados por uma ponte, houve momentos em que tu e eu vivíamos em extremos opostos, mas em nenhum desses momentos perdia a esperança de estarmos no mesmo lado da ponte, juntos num só coração…

terça-feira, 17 de março de 2009

Metafísica...


Deixa-me que te leve,
Para lá dos horizontes da vida.
Deixa-me que te mostre
Que sem ti não há alegria.

Vem comigo como se fossemos a mesma alma.
Aproxima-te da minha pele como se fosse tua.
No fim, veleja pelos rios encantados do amor.
Salta, sorri, vibra os momentos sem dor.

Quando pensares que é tudo,
Lembra-te do nosso amor mudo.
Onde as palavras são partículas
E o amor iões.

A metafísica da vida vive connosco,
Tal como o fumo no fogo posto.
Sem ti, vivo aflito…
Porque contigo sonho ir para além do infinito…

segunda-feira, 16 de março de 2009

We can do it.



No topo do castelo do universo, observas a luz que emana a selecta felicidade que naufraga pelos nossos olhos. Vês o paraíso com uma só mão. Transformas a vida num átomo de constante alegria com apenas um só dedo.

“Eu digo-te : é impossível; tu dizes : é possível. Eu repito: é impossível; mas tu dizes: é provável que seja possível.”

Castigas a maldade com um sorriso simplesmente porque em ti não haverá nunca um verdadeiro castigo. Flutuas como partículas de oxigénio que vivem invisíveis porque a leveza do teu encanto origina um prazer perante a tua presença. Vejo-te como uma deusa com um único poder e um só dom: a incontornável ternura do teu coração...

À noite, quando comigo vives, tudo se sente, tudo se vive, e quando chega a hora da partida, sente-se dor e dor não se sente porque amanhã estarei contigo, aliás, como sempre…

terça-feira, 10 de março de 2009

Uma Pérola.



Princesa do Alto do Castelo,
Salvai teu coração belo.
Mergulha para uma vida com esperança,
Não te arrependas e verás a bonança.

Princesa, paixão enamorada.
Vem viver comigo. Sê a minha fada.
Se os deuses disserem que não podes ser minha.
Vou-te buscar ao topo da colina.

Busca a seiva da vida com o teu querer.
Leva-me na travessia pelo teu amar.
Observa as pérolas do teu ser.

E o dia mais perfeito do teu viver,
Será o dia em que nosso amor vais conquistar,
O último dia do teu sofrer.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Espirito


I've got an angel
She doesn't wear any wings
She wears a heart that can melt my own
She wears a smile that can make me wanna sing
She gives me presents
With her presence alone
She gives me everything I could wish for
She gives me kisses on the lips just for coming home

She could make angels
I've seen it with my own eyes
You gotta be careful when you've got good love
Cause the angels will just keep on multiplying

But you're so busy changing the world
Just one smile can change all of mine
We share the same soul.
"Angel", de Jack Johnson

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Dia após dia rumo à eternidade...



"Um anjo perdido no céu que reina em direcção a uma luz procurando que a curiosidade lhe sacie a sede que tem da vida e, sobretudo, escolhendo a coragem e a conquista como felicidade."


Os sons provenientes dos passarinhos que à minha janela cantam logo de manhãzinha não chegam para tirar-te do meu pensamento ao acordar. O sol que invade a escuridão que o meu quarto mergulhara e que bate na minha cara como se tivesse a cabeça por baixo de uma cascata não chega para me tirar o sorriso por acordar a pensar em ti. O frio que vem da janela aberta que gela o meu nariz não chega para tirar-me da mente o sorriso que veria em ti por notares o meu enorme sorriso por acordar a pensar em ti.

A vontade de levantar é pouca, muito pouca. Ao passar as mãos pela cama apercebi-me que não estavas ali, e depois disso uma única coisa me trazia felicidade: tapar-me até ao pescoço, agarrar os lençóis por dentro, fechar os olhos, e recordar a noite passada:


“Um vestido branco, uma flor na orelha, um sorriso único, um rosto rosado… tudo isto eras tu. Caminhavas como uma pluma e agias como um anjo. Abraçavas o vento como quem abraça a vida, respiravas como se as partículas da vida vivessem com harmonia…Ao longe observava, como se a minha vida fosse tudo aquilo, e na realidade a minha vida sempre foi tudo aquilo. Foi daqueles momentos em que o orgulho nos faz ficar estáticos e a dar valor a tudo o que existe e a tudo o que é simplesmente tudo para nós…”

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Uma cena..

A intensidade de um beijo...

O sentimento de eternidade...

A expressividade do amor...

Tudo num só.

Silêncio...


Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,
e o sono, a mais incerta barca,
inda demora,

quando azuis irrompem
os teus olhos

e procuram
nos meus navegação segura,

é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas,

pelo silêncio fascinadas.

Eugénio de Andrade.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Amor Vivo.


Amar! Mas d'um amor que tenha vida...
Não sejam sempre tímido a arpejos,
Não sejam só delírios e desejos
D'uma douda cabeça escandecida...

Amor que viva e brilhe! Luz fundida
Que penetre o meu ser - e não só beijos
Dados no ar - delírios e desejos -
Mas amor... dos amores que têm vida...

Sim, vivo e quente! E já a luz do dia
Não virá Dissipá-lo nos meus braços
Como névoa de fantasia...

Nem murchará do sol à chama erguida...
Pois que podem os astros dos espaços
Contra débeis amores... se têm vida?


Antero de Quental

"As Máscaras que se olham", de José Saramago

Um pequeno texto de Saramago sobre a heteronímia em Fernando Pessoa:
"Naquele jazigo do cemitério dos Prazeres, onde durante cinquenta anos os restos de Fernando Pessoa foram esquecidos (agora os transportaram para o Mosteiro dos Jerónimos e acomodaram em arca nova, perante uma plateia fúnebre de ministros e secretários de Estado), havia, como é costume cristão, uma cruz. De mármore, ou outra pedra calcária menos nobre, colocada a prumo sobre a fachada insignificante, o conhecido símbolo derramava sobre o defunto bênçãos para o imediato e promessas de eternidade. De quanto valham umas e outras não sou eu o competente contabilista, nem seria esta a ocasião para se apurarem transcendências tais. Digamos, no entanto, porque em algum ponto de doutrina terei de comprometer-me, que me incluo entre os cépticos.
Ora, a cruz desapareceu, já não está lá. Partiram-na ao rente do pé, deixando o jazigo subitamente nu, com aquele ar friorento e sem jeito que têm os homens quando lhes cortam o cabelo, ou as árvores quando são podadas. Não se sabe quem foram os autores do atentado sacrílego, desconhecem-se as razões do atrevimento. Mas a alma portuguesa, a mística alma, não pode deixar de sentir-se confortada ante o acto magnífico de roubar-se uma cruz de pedra só porque, durante meio século, ela velou o último sono de um poeta. Portugal, afinal de contas, não está perdido se filhos seus mantêm esta fé e praticam esta coragem. Acredito que sobre a cruz e o furto possam vir a ser lançados os alicerces de um culto novo, de que Fernando Pessoa seria, ao mesmo tempo, profeta e livro. E também não me surpreenderia se me viessem dizer que a esta mesma hora, numa qualquer cave de Lisboa, uma congregação de neófitos já vai elaborando um rito e inventando orações, ou simplesmente adaptando os velhos passes de mágica à nova esperança de redenção.
Há sempre um fundo de tristeza na ironia: a esta pouco lhe faltou para atingir a lágrima. Claro que não cairei na banalidade de interrogar-me sobre se Portugal merecia este poeta, como não pergunto se mereceu Camões. Mas torna-se cada vez mais evidente o carácter redutor da relação que, preconcebidamente ou pela obscura força das circunstâncias de tempo e de lugar, se está estabelecendo entre os portugueses vivos que hoje somos e o poeta morto e trasladado, mais emblema, ele, que homem, mais símbolo difuso que discurso coerente, mais pretexto evasivo que afirmação peremptória.
É possível que Fernando Pessoa tenha nisto grande responsabilidade. Homem de máscaras que olham máscaras, é como se só máscaras o pudessem ler e porventura compreender. Mas o que, sendo assim, produziria infalivelmente uma constelação de sentidos, de significados, de leituras infinitamente abertas e nunca conclusivas, veio, pelo contrário, a esbarrar com a tentação de definir um Fernando Pessoa unificado, do qual, por mera ramificação sucessiva, tivessem nascido heterónimos em qualquer momento reversíveis ao seu ponto de partida. Trabalho vão, em meu entender. Cada um de nós é quem é, mas aquele que em nós faz é outro. Fernando Pessoa soube-o melhor que ninguém, e os heterónimos, mais do que «drama em gente», são, cada um deles, a expressão individualizante de um conteúdo plural que se tornou singular no seu fazer-se, um ser que é diferente porque diferente foi o fazer dele.
Posta a questão nestes termos, seria fascinante ler Ricardo Reis como Ricardo Reis, e não como Fernando Pessoa. E o mesmo com Álvaro de Campos. Ou Alberto Caeiro. Ou Bernardo Soares. E todos os esboçados e inacabados heterónimos como crianças ou adolescentes que não puderam crescer, mas que eram já, no que foram, outros. E finalmente duvidar que os poemas ortónimos tenham sido realmente escritos por um Fernando Pessoa, tal como ele, com esse próprio nome, duvidou da sua existência. Estaríamos, aí, em pleno campo da esquizofrenia (com ressalva do emprego não de todo adequado da expressão), mas, correndo os riscos de quem ousa um passo em terreno tão instável, poderíamos agora interrogar-nos sobre a virtual maior produtividade duma leitura radiante, aceitando à letra aquilo que teria sido a verificação final de Fernando Pessoa: eu não sou eles. E talvez que «O Ano da Morte de Ricardo Reis» seja, em mais de quatrocentas páginas de prosa, tão-somente uma leitura que caminha ao longo de um raio, uma trajectória vital e poética a que nenhum outro poema pode ser juntado, mas em que se admite como plausível uma vida outra, que é mentira e por isso verdade outra, como a máscara é um rosto outro. Talvez seja preciso escrever também sobre os anos da morte de Alberto Caeiro, de Álvaro de Campos, de Bernardo Soares, para que sejam, cada um deles, cada vez menos Fernando Pessoa, como Fernando Pessoa os quis.
Há vertigem neste jogo. As máscaras olham-se sabendo-se máscaras. Usam um olhar que não lhes pertence, e esse olhar, que vê, não se vê. Colocamos no rosto uma máscara e somos outro aos olhos de quem nos olhe. Mas de súbito descobrimos, aterrados, que, por trás da máscara que afinal não poderemos ser, não sabemos quem somos. Está portanto por saber quem é Fernando Pessoa."

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

For the One I Love...




When it comes to Valentines,
we make the perfect pair -
There's romance, love, and laughter
in the friendship that we share.
We care enough to listen,
to trust and understand,
To build a life together,
side by side and hand in hand...

We both know that we're lucky
and we've got a good thing going,
Through ups and downs
and give and take,
our love just keeps on growing...

'Cause I bring out the best in you,
and you the best in me -
I guess it takes the two of us
to make a perfect "we."

With Love Always...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Porque há locais onde as palavras mágicas existem...



"Bad day, looking for a way,
home, looking for the great escape.
Gets in his car and drives away,
far from all the things that we are.
Puts on a smile and breathes it in
and breathes it out, he says,
bye bye bye to all of the noise..."

The Great Escape, Patrick Watson

Ás vezes dá-me para pensamentos assim...






"Aquilo que pedimos aos céus na maioria das vezes se encontra em nossas mãos."


William Shakespeare