quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Estações e o amor relembrado


As flores da primavera à muito que se extinguiram
Com elas levaram o fruto do encanto querido.
Eram as mesmas flores que as tuas mãos colheram
Eram as mesmas mãos que tocaram o meu coração ferido.

No verão que os teus olhos trouxeram,
O frenesim do tumulto de sensações aconteceu.
E, no fim, quando os teus braços não mais me quiseram,
A loucura deu lugar à tempestade e o meu sorriso desapareceu.

A tristeza que o outono trouxe ao meu rosto,
Convidou ao abraço às folhas caídas.
E a desilusão trouxe à minha boca o gosto
Dos teus lábios e das memórias vividas.

Quando a porta do inverno deixou entrar o vento,
As minhas mãos sentiram o frio da tua saudade.
A chuva lá fora fez-me lembrar o desalento
Ao saber que o nosso amor não era a realidade.

Passei as estações da vida à procura do que nunca encontrei.
Hoje, penso que o futuro está em cada estrela.
E reúno forças para reencontrar quem amei,
Só para sentir o sorriso nosso ao vê-la.

domingo, 8 de novembro de 2009

I'm looking for you...


Desço a avenida procurando-te em cada esquina da rua.
Procuro em cada porta a tua sombra que marca a diferença..
Procuro em cada estrada o teu rosto com o reflexo da lua.
Olho no espaço o sentimento da tua presença.

A busca terna pelo impossível.
Obriga ao sentimento do esforço dos movimentos.
Correndo em cada ponto dos encantamentos,
À procura de um amor para sempre visível.

A desistência não vive em mim.
A loucura faz parte nós.
O teu beijo é uma onda em fim,
Que me faz falta quando quero estar contigo a sós.

Quando regresso a casa sem ti,
Abrigo-me na leveza do ser.
Pego em tudo o que já de te li.
E durmo a pensar que contigo quero viver...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Interrogações do alto da quimera num dia triste em clausura...


Aconteceu
Eu não estava à tua espera
E tu não me procuravas
Nem sabias quem eu era
Eu estava ali só porque tinha que estar
E tu chegaste porque tinhas que chegar
Olhei para ti
O mundo inteiro parou
Nesse instante a minha vida
A minha vida mudou
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos?
O que foi que aconteceu?
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?
O que foi que aconteceu?
Aconteceu
Chama-lhe sorte ou azar
Eu não estava à tua espera
E tu voltaste a passar
Nunca senti bater o meu coração
Como senti ao sentir a tua mão
Na tua boca o tempo voltou atrás
E se fui louca
Essa loucura
Essa loucura foi paz
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos?
O que foi que aconteceu?
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?
O que foi que aconteceu?

domingo, 1 de novembro de 2009

Quadro


Agarra com a mão direita a estrela do pontão,

Devolve com a mão esquerda a magia do mar.

Conquista com o esforço um pouco de ilusão.

Brilha e pensa em como tudo isto abraçar.


Caminha sem esforço e com convicção.

Aprende que esse caminho te leva a mim.

Explode a cada obstáculo ao teu coração.

Não desistas e procura a força que há em ti.

Verdes são os campos..



Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Luís de Camões

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

1/4


Nunca deixes que um tormento te tire o alento.
Nunca deixes que a paixão desfaça o teu coração.
Nunca desistas da cor que abraça o teu amor.
Nunca desistas do sorriso que te mostra o paraíso.

Somos simplesmente pessoas. Um dia anjos talvez.
Somos simplesmente palavras. Sem frases nem porquês.
Brincamos com as pedrinhas como se fossem estrelas.
Brincamos ao relento sem perder o sentimento.

Quando saíres de casa e pensares que estás sozinha,
Agarra nas sílabas que te disse ontem a noite.
Caminha pela rua confiante e recolhe cada pedrinha.
Logo, faço-te um castelo e no teu quarto talvez pernoite.

domingo, 11 de outubro de 2009

Os versos que te fiz...


Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder…
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda…
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei…
E nesse beijo, amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

Florbela Espanca
[Simplesmente, para ti...]

Um clássico...

Melhor que qualquer poema...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

I keep you with me in my heart...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

RESISTANCE




"Love is our resistance
They keep us apart and they won't stop breaking us down
And hold me, our lips must always be sealed

If we live our life in fear
I'll wait a thousand years
Just to see you smile again(...)"

sábado, 19 de setembro de 2009

Message in a Bottle


"Minha querida,

Depois de tanto meses esperando o teu regresso, de tantas cartas escritas, poemas enviados, textos que espalhavam a loucura intensa pelo nosso amor, chegou a hora da última carta e um fechar de um capítulo. O momento mais feliz da minha vida aproxima-se, o teu regresso está tão perto que até parece que já sinto o teu cheiro sempre que caminho. Está tão perto o momento que pode mudar as nossas vidas, está tão perto o momento pelo qual esperámos e pelo qual sentimos que valia a pena lutar. Neste momento, posso garantir-te até já me sinto nervoso só de pensar aquele momento em que estarei à tua espera e aquele segundo em que te verei na primeira vez e me vou perguntar: “será mesmo ela?”. São incontáveis as vezes em que sonhei com este dia…

Apesar de tudo isto, sabemos os dois perfeitamente que tudo o que aconteceu abalou tudo e afectou a emoção da tua vinda. Sei que tens medo do que possa acontecer, sei que tens medo de eu te desiludir. Mas, não te falharei nenhuma vez a partir do momento que beijares os meus lábios, porque a partir desse momento, bem podes esquecer tudo o que se passou porque terás um ser diferente…um ser que pela primeira vez sentiu no seu corpo o que é ser amado. Deixa que a diferença que hoje sentimos desapareça e que volte o abraço que nos prendeu durante tanto tempo…

Em todas as cartas que te enviei, falei essencialmente de três coisas que sempre viveram na minha cabeça e foram elas que me fizeram sentir que nunca te poderia largar: casar-me contigo, ter filhos contigo e fazer amor contigo. Hoje, continuo a sentir que quero tudo isso contigo e a partir do momento em que sentir o teu amor no meu corpo vou querer ainda mais.

Sabes, hoje entristece todas as nossas discussões, todos os nossos maus momentos, apesar de terem sido necessários em certas alturas, dói demais quando acontecem… especialmente, por coisinhas tão mesquinhas e sem importância. Peço-te desculpa por todas as vezes em que choraste por minha causa e por todos os momentos tristes que tivemos…

Ao longo de todo este tempo, toda a nossa relação viveu de coisas muito diversificadas entre si. Coisas muito más, coisas muito boas, coisas assim-assim… mas, no fim, o resultado foi sempre o mesmo: “Together, we’ll live forever”!

Até breve."

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Que a viagem comece...


Tu. Coração estrelado que me acompanhas,
Convido-te a navegares estes mares comigo.
Envolvendo os nossos corações em chamas,
Obriga-me a fugir contigo para o abrigo.

Não hesites a nossa busca pela felicidade.
Não deixes que o medo te enfraqueça.
Tu e eu. Aqui. Somos a única verdade
De toda uma paixão que jamais se esqueça.

Sabes, todas as palavras que te suspiro,
Não são dignas do teu encanto.
Porém, são sinceras como o amor que firo,
Sem ti as noites são um pranto.

O destino que à nossa frente se constrói,
Parece vazio e apenas com mar ao redor.
Esquece todas as sensações que em ti dói,
Aceita-me. Por um futuro melhor.

Viveremos só nós e o mar.
Sem gente inútil para odiar.
Caminhando sempre na mesma direcção
Em busca do infinito do nosso coração…

Porque em todos os segundos meus olhos estão fitos em ti…

"Carta ao Pai", de Franz Kafka

Carta ao Pai é uma das obra do escritor Franz Kafka. O livro é na verdade a publicação póstuma de uma carta que Kafka escreveu para seu pai e que nunca chegou a ser enviada.Na carta, Kafka discorre sobre sua relação conturbada com o pai, um comerciante judeu, autoritário e de personalidade forte, que sempre impôs aos filhos sua visão de mundo e que despertava em Kafka um conjunto de emoções conflituantes, do ódio pungente a mais profunda admiração. O livro é uma fascinante obra de arte, onde Kafka usa todo o seu talento em destrinçar a alma humana para mergulhar no relacionamento entre pais e filhos.

Esta obra é um manifesto edipiano em que Kafka esquizofrénico encontra algo ou alguém em quem depositar toda a sua fúria:" diante de ti perdi toda a confiança em mim; em contrapartida, recebi uma culpabilidade infinita ". O ódio ao progenitor - na verdade, mais admiração secreta e profunda inveja - é o escape essencial para Kafka-homem viver consigo próprio. De outro modo, não projectando para fora de si a culpa pelos males que o assolam e que nunca o deixaram ter a paz de espírito que, contudo, porventura, não o teria transformado no escritor que foi, Kafka morreria acto contínuo à primeva percepção de consciência. O tom acre, azedo, ressabiado, não torna a leitura uma tarefa agradável, assim reforçando o modo como esta específica relação paterno-filial se desenrolaria. O estilo está, pois, ao serviço da mensagem.

É um livro desconcertante.


Termino com uma deliciosa referência de Franz Kafka ao Direito – curso que acabaria por tirar sem qualquer pingo de gosto :
"Portanto, estudei Direito. Isso significou que durante alguns meses antes dos exames, afectando consideravelmente os nervos, alimentei-me intelectualmente de letras de serradura que, além disso, tinham sido previamente mastigadas para mim por mil bocas."

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Just Love...


Deixa-me que te abrace
Como as nuvens abraçam o vento.
Deixa-me que te beije
Como o céu e a vida num momento.

Teus olhos, pérolas infinitas,
Transpiram a sensualidade do interior,
Tal como as mãos mais bonitas
Que fazes caminhar pelo meu exterior.

Percorro a ternura da tua alma
Procurando a fantasia extenuante do prazer.
No teu corpo sinto a terna calma
A cada movimento que o sinto fazer.

O suspiro de encanto emotivo
Deu som aos gritos de paixão
Onde depois de um momento cansativo
Reinarás para sempre no meu coração.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

"A Minha Mulher", de Anton Tchékov


A Minha Mulher, é um conto do escritor russo Anton Tchekov. Neste pequeno livro, tendo como base uma grave fome que alastra numa aldeia de camponeses na Rússia, Tchekov aborda um casamento fracassado, as suas causas e efeitos, os erros cometidos e as suas angústias.

Pavel Anndreievitch, um alto funcionário público russo reformado, ao saber desta crise perto da zona onde habita, decide tomar a seu cargo a ajuda a esses pobres camponeses famintos, para isso tenta criar uma espécie de comissão entre os ricos e poderosos da área para resolver esse problema. Quando começa a coordenar as acções, descobre que a sua mulher, muito mais nova, bonita e com um carácter forte, mas com quem praticamente não tem relações nenhumas e as que tem são conturbadas, chegando inclusive a viver em partes separadas da casa, já lhe tinha tomado a dianteira reunindo um grupo de pessoas à sua volta para isso, despertando forte ciúme por parte de Pavel.

A partir desta situação Tchekov começa a mostrar-nos o verdadeiro Pavel que é uma pessoa muito egoísta, rígida e com quem é difícil manter relações de amizade e de amor, mas que através da sua mulher e da descoberta do amor que ainda nutre por ela começa a descobrir-se a si próprio e a ter percepção do que a sua vida verdadeiramente é, uma vida de solidão. Perante isto, Pavel comece o medo da solidão que o acompanhou toda a vida e deixa-se cair nesse mundo onde tudo lhe é indiferente e até ele próprio lhe é indiferente.

Este pequeno livro, é uma lição de vida, mostra-nos como uma pessoa mesmo inconscientemente e com as mais nobres intenções, consegue prejudicar a vida dos outros e a sua felicidade.

Por fim, resta-me dizer uma coisa: ao longo do livro não são muitos os acontecimentos, não há grandes reviravoltas nem peripécias extraordinárias; há, sim, a simplicidade das vidas diárias e das relações entre as pessoas. E eu adoro isso.

"Coração Débil", de Fiódor Dostoiévski


Sinopse:


"Em Coração Débil , uma das primeiras obras do autor, acompanhamos a tragédia de Vássia Chumkov, um jovem apaixonado mas de temperamento fraco, a quem a felicidade parece transtornar. Amado por todos os que o rodeiam, Vássia desenvolve sentimentos de culpa por recear não corresponder às expectativas, deixando-se afundar progressivamente numa inquietação e numa tristeza incompreensíveis. Intenso e comovente, este livro revela bem o estilo febril do romancista russo. "

Esta é uma obra pequena em extensão mas grande em conteúdo. Confesso que o facto de ter poucas páginas (não mais de 90) fiquei um pouco de pé atrás sobre a sua qualidade, talvez porque tivesse medo que a pouca extensão não chegasse para me entusiasmar. Contudo, enganei-me e ainda bem. Coração Débil é uma obra virada para o impacto que os acontecimentos exteriores têm no nosso interior. É comovente em todas as linhas onde descreve cada relação existente e cada movimento efectuado. É intenso em todos os diálogos que contém, onde só interessa a interacção e tudo o resto é secundário. É apaixonante e ao mesmo tempo deprimente onde a loucura substitui o amor e a felicidade.Sentimos pena quando acabamos o livro. Apenas e só muita pena.

É um livro muito típico de Dostoiévski, virado para o interior, curto em personagens e essencialmente directo em sentimentos. Leva-nos para uma sociedade russa dos séculos passados, consegue envolver-nos com a maior das paixões... Fiquei encantado.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

"Onde vivi e Para que vivi", de Henry David Thoreau


Este livro dá-nos acesso a quatro capítulos da obra-prima de Henry David Thoreau, “Walden”, que são: Economia, Onde Vivi e Para que Vivi, Animais de Inverno e Da Conclusão.

Nesta amostra de “Walden”, entramos em contacto com a natureza inerente à obra no seu todo, por meio da exposição de uma filosofia de vida conceptualizada pelo autor e vivenciada sem subterfúgios. Thoreau adverte logo o leitor de que apenas escreverá sobre as suas experiências, sobre a realidade que conhece e que realmente ensaiou. Não lhe interessa narrar factos empreendidos por outrem. Não lhe interessa premissas incertas da vida de quem não é dono. Não lhe interessa nada que não seja a sua vida certa, vivida e absoluta. A base da sua escrita, a sua grande força anímica, é a prática na primeira pessoa, o eu.

Deste modo o livro torna-se num registo diarístico da sua vida em que Henry David Thoreau constrói o seu relato de vida harmoniosa e pacata na margem do Lago Walden, em Concord, Massachusetts.

“A observação da natureza e a observação da natureza humana cruzam-se em várias frentes nesta obra. Se por um lado a natureza oferece ao Homem os recursos necessários à sua sobrevivência, por outro a natureza humana procura suprir as suas carências buscando meios de ultrapassar o que existe para lá da soleira da porta e, sobretudo, dando demasiada atenção aos detalhes da vida alheia, às futilidades que a modernidade apadrinha e que o autor enumera de forma lúcida. "

Para além das suas observações concernentes à dualidade vida prosaica/ vida moderna e defesa do desprendimento material que exerce apaixonadamente, Henry David Thoreau aborda igualmente questões de cariz economicista que são dotadas de uma actualidade incomparável, vejamos:
«Não sou capaz de acreditar que o nosso sistema de produção é o melhor modo através do qual os homens têm acesso à roupa. A condição dos operários está a tornar-se, a cada dia que passa, mais semelhante à dos operários ingleses, o que não é de estranhar, já que, por tudo o que tenho ouvido ou visto, o principal objectivo não é que a humanidade possa apresentar-se bem vestida e de forma honesta, mas sim, inquestionavelmente, que as corporações possam enriquecer. Os homens alcançam, a longo prazo, somente aquilo que ambicionam. Assim sendo, apesar de, a curto prazo, poderem falhar, fariam melhor se almejassem algo num patamar mais elevado.»

Assim, este livro surge-nos recheado de filosofia eterna e infinita, sem deixar de lado a critica à sociedade perante cada comportamento seu.

sábado, 29 de agosto de 2009

"A morte de Ivan Ilitch", de Leon Tolstoi




A Morte de Ivan Ilitch é um romance de Leon Tolstói, publicado pela primeira vez em 1886. Trata-se sobre a morte de Ilitch, a sua vida antes e durante. O livro percorre toda a vida de Ilitch. Inicialmente, começa com o velório, mas depois volta a trás e conta como ele conheceu a sua mulher, as razões e condições do seu casamento até à sua morte. Ivan Ilitch era um juiz muito respeitado que depois de conseguir uma oferta para ocupar funções numa nova cidade, compra a casa dos sonhos da sua mulher e ele próprio se ocupa da decoração. A certa altura, enquanto decorava uma divisão da casa, cai e magoa uma região no rim e, a partir daí, começa a doença que lhe levaria a morte.
A partir daí o livro torna-se um relato do caminho que levaria à morte de Ilitch. A dor, a mágoa, as dificuldades. É um relato impressionante e extremamente tocante capaz de deixar qualquer um a pensar se existe alguém que possa sofrer tanto dor e se algum dia conseguiríamos suportar tanta dor. Deixa-nos sem palavras e surge-nos como uma intensa emoção de desespero em que é imprescindível ter dó de Ilitch. O mais incrível é que perante a falta de apoio da família e todas as mentiras que ela vai criando perante os amigos, apenas se torna agradável para Ilitch estar com o filho de apenas 14 anos e com um criado seu, porque se tornam as únicas pessoas sinceras para ele.

Ivan Ilitch quer morrer, porque se ele morrer será o término da sua dor. Quando está prestes a morrer, ele já sabe, despede-se da família.

Uma obra impressionante de Tolstoi, dizem que é uma das melhores e para mim foi dos livros mais impressionantes que já li, com o relato mais doloroso que algum livro foi capaz de conter… Quanto à escrita, simplesmente genial, nada a dizer a não ser: é impossível parar a meio...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A Simbologia do 26

"E se..."

Toda a vida me perguntaram: “Até onde irias por um grande amor?” e toda a vida respondi: “Até ao fim do mundo.” E digo-te a ti minha princesa, por ti, sou capaz de escalar as montanhas ou sofrer pelo o que for preciso, por ti, vou ao fim do mundo, busco o que for necessário e volto para os teus braços. O que eu era capaz de fazer por ti? Respondo-te que faria tudo o que me pedisses só para ficar contigo. Sem pensar duas vezes.

Sem ti a minha vida não tem significado, apenas tem o tempo que lhe quiserem dar. Sem ti a minha vida seria igual a um jardim sem flores e apenas com relva. Sem ti a minha vida seria uma música sem letra ou um filme sem falas. Sem ti a minha vida seria uma vida sem emoções e uma vida sem sonhos.

Em mim vive e viverá sempre o teu coração e tudo o que tens de sonho. Em mim viverá sempre este amor que nos une e tanto nos orgulha. Descobri o sentido da minha vida: fazer-te feliz.